A reta final da temporada de Fórmula 1 promete emoções fortes e começa já em Interlagos

Interlagos nunca desilude: curvas apertadas, tempo imprevisível e um campeonato ainda em aberto prometem transformar o GP do Brasil num verdadeiro espetáculo de Fórmula 1.

Com quatro Grandes Prémios para o fim da temporada de Fórmula 1 e com Franco Colapinto já foi confirmado e vai correr pela equipa da Alpine em 2026, vamos aprofundar que surpresas a reta final do campeonato pode trazer em termos de espetáculo dentro e fora das pistas.


O GP do Brasil e a emoção de Interlagos

O GP do Brasil é um Grande Prémio bastante interessante. O layout, a famosa Curva 1, que Verstappen o ano passado dominou por completo, foi um dos seus pontos de ultrapassagem preferidos.
A pista de Interlagos não é uma pista comum, ou seja, não é daquelas em que um piloto sai da pole position e consegue dominar a corrida de fio a pavio e vencer facilmente. Pelo contrário, é uma pista bastante imprevisível, com um clima nesta altura do ano propício a aguaceiros fortes ou mesmo chuvas torrenciais.

Este Grande Prémio traz sempre aquele elemento surpresa — o tempo, incidentes ou um “mergulho” na Curva 1.
Por falar novamente na Curva 1, Max Verstappen já deve ter a lição bem estudada.


O precedente do México e o impacto nas manobras

Depois do que aconteceu no México, em que Verstappen sai completamente da pista e corta pela relva, o piloto número 1 da RedBull, que arrancou da 4.ª posição, conseguiu através da sua interpretação das regras da F1 passar para 2.º lugar sem ser penalizado por isso.

Analisando este detalhe, Max Verstappen estava lado a lado com quatro pilotos, ou seja, na realidade o piloto estava alinhado roda com roda. Apenas não passou para primeiro porque o atalho que fez pela relva não o permitiu — pois, se Max ficasse em primeiro, não iria ser penalizado nem ceder a passagem, alegando que não tinha para onde ir e que essa posição era dele por direito.

Voltando à Curva 1 de Interlagos, o mesmo pode acontecer se a qualificação não correr tão bem.
Depois do que Verstappen fez, não seria de todo surpreendente se Russell ou Norris aplicassem a mesma manobra na Curva 1 — isto é, cortar a curva e com isso manter a posição, caso estejam dois ou três carros a iniciar a Curva 1 ao mesmo tempo.


A Alpine e o pódio inesperado de 2023

Não esquecer que no ano passado os dois monolugares da Alpine ficaram no pódio, com Esteban Ocon em segundo e Pierre Gasly em terceiro lugar.
Este ano, a equipa francesa procura repetir o feito e terminar a época em alta, mas a realidade é que é uma tarefa quase impossível, mas que a ser alcançada é neste traçado brasileiro.


A corrida Sprint e o fator tempo

A não perder a corrida Sprint!
O tempo pode ter bastante influência no resultado final, quer na Sprint, quer na corrida de domingo.
A Red Bull costuma dar-se bem com tempo instável e com chuva.

Max não se pode dar ao luxo de ficar para trás, e vai entrar em pista com as garras afiadas, pronto para muita luta. Mas não nos podemos esquecer que há pilotos à sua volta, como Charles Leclerc e George Russell, que querem mostrar a sua performance no traçado brasileiro.


Red Bull, McLaren e o equilíbrio técnico

A Red Bull tem aprimorado o seu carro para virar melhor em curva e tem feito mudanças nesse sentido.
A McLaren tem tentado ajustar o seu carro, e de facto Lando Norris mostrou que o McLaren tem um ritmo incrível com pista limpa, especialmente em circuitos de muito downforce, como o México.

O problema do McLaren de Piastri revelou-se quando rodou no ar sujo atrás de outros pilotos — os pneus saem da temperatura desejável, a performance cai a pique e o monolugar deixa de se comportar como se estivesse sozinho em pista, tornando-se mais lento. Tal como tinha acontecido no Mónaco.

A pista de Interlagos é diferente, com baixo downforce, e aí a McLaren é forte.
Mas a Red Bull tem vindo a melhorar também neste campo.
Nesta pista é muito difícil acertar nas afinações perfeitas; trata-se apenas de encontrar o melhor balanço para que, mesmo não estando perfeito, o carro se ajuste em termos gerais à pista.
A partir daí, é o piloto que faz a diferença, consoante as condições que tem pela frente no momento: se chove, se está seco, se está atrás de outro piloto ou se segue confortavelmente em primeiro e tem de gerir os pneus e o combustível.

A McLaren, até à data, prefere o tempo seco, enquanto a Red Bull prefere chuva.


Menos treinos, mais imprevisibilidade

Apenas vai haver uma sessão de treinos livres neste Grande Prémio!
Isto significa que as equipas terão menos tempo para afinar os carros — e mais margem para o imprevisto.

A luta entre Piastri e Lando Norris está renhida, e um ponto apenas não é nada com quatro corridas para o fim da temporada.

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Escrito por: Osvaldo Figueiredo, analista de corridas dos PneusQuentes.pt

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