Atualização: 18 Janeiro de 2026
“O que eu preciso? Preciso de uma moto rápida.” – Fábio Quartararo
O motor V4 da Yamaha já não é um mito, é uma realidade de pista. Mas enquanto Fabio Quartararo exige uma ‘mota vencedora’, os primeiros testes pós-temporada revelaram um caminho mais difícil do que o esperado. Será o fim da era do 4 cilindros em linha a solução para a crise da marca japonesa?
Com os testes de 2026 à porta, o motor V4 da Yamaha deixou de ser um rumor para se tornar a última esperança de Fabio Quartararo.

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Uma questão de sensações!
Conduzir uma mota MotoGP, tal como um motociclista comum, tudo se resume a sensações que a mota transmite.
Um piloto profissional consegue ter essas “sensações” mais apuradas que uma pessoa normal. Tudo o que seja fora da performance que o piloto procura e gosta de sentir, o piloto deixa de se sentir confortável. Quando isso acontece o ritmo baixa e a desconfiança do piloto em relação à mota aumenta.
É nisso que a Yamaha está a trabalhar. Oferecer uma mota estável, previsível e rápida aos seus pilotos. E como não existe formula mágica, a equipa está a usar estes testes como wild-cards para encontrar as afinações base.
Tudo na mota é passível de afinar. Desde o chassi aos travões.
O que Quartararo procura é uma mota estável e que depois a equipa consiga fazer o ajuste fino para encontrar a melhor configuração para oferecer ao piloto principal e o qual procura resultados rápidos e práticos: Quartararo.
Augusto Fernandez releva os pontos a melhorar
«Foi um fim de semana agitado e definimos uma direção a seguir para o próximo teste e fim de semana de corrida wild card em Valência, a fim de melhorar a mota ainda mais. Temos trabalhado no equilíbrio da moto e precisamos continuar a trabalhar nisso e estabelecer uma base. O processo levará um pouco de tempo, por isso precisamos continuar trabalhando duro.»
Como a Yamaha vai mudar o jogo
Vê neste vídeo como a Yamaha planeia mudar a sua mentalidade com este novo V4, tal como expliquei um pouco acima
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Fernandez entende a pressa de Quartararo:
“Compreendo 100% os pensamentos do Fabio. Ele está pronto para vencer, e precisa de vencer. E nós precisamos de lhe dar a mota para vencer. E talvez ele estivesse à espera que a moto já estivesse pronta para isso, mas sabemos que não está.”
O que pensa o Quartararo do V4
Fabio Quartararo afirmou que o novo motor V4 não resolveu problemas importantes que a mota tem neste momento, como a aderência traseira e a manobrabilidade, e que, nos seus testes iniciais, pareceu pior do que a atual moto com motor de quatro cilindros em linha. O francês constatou que o V4, é um projeto com espaço significativo para melhorias e que ainda não vê progressos nas áreas em que a Yamaha mais precisa.”
«É claro que, para Valência, sei que a moto ainda não estará completamente pronta, mas em fevereiro, aqui em Sepang, a moto estará quase pronta para competir.”
O que os pilotos dizem realmente do V4:
- Fabio Quartararo: Quer resultados práticos. O V4 ainda não resolveu a falta de aderência traseira e parece “pior” em manobrabilidade que a mota atual.
- Augusto Fernández: Foca-se no equilíbrio. O protótipo é uma base que precisa de tempo para ser refinada antes de Sepang 2026.
- Alex Rins: Vê potencial no layout para melhorar o desempenho dos pneus, mas admite que a eletrónica será o verdadeiro desafio.
Alex Rins e o novo motor V4:
O piloto espanhol Alex Rins nunca fez grandes comentários acerca do V4, apenas disse que a equipa está empenhada e que fez um bom trabalho em Misano.
Alex Rins afirma que o novo motor V4 da Yamaha tem potencial, mas ainda está em desenvolvimento, destacando aspetos positivos como melhor sensação na dianteira e tração na roda traseira, ao mesmo tempo que reconhece que o seu desempenho atual é mais lento do que o motor de quatro cilindros em linha (atualmente usado). Rins acredita que a principal vantagem do V4 é o layout geral da moto que pode ser otimizado para melhor desempenho do pneu traseiro, e enfatiza que as configurações eletrónicas e os ajustes do chassi serão fundamentais para o desenvolvimento, já que o motor por si só não irá resolver todos os problemas.
Opinião de Osvaldo Figueiredo: Editor dos PneusQuentes.PT
Em jeito de opinião pessoal, a Yamaha tem vindo a fazer um grande investimento financeiro neste novo motor V4, não só para este ano, mas também para preparar um pouco da era 850cc que o MotoGP vai entrar.
Ao ter um chassi mais estreito do que o 4 em linha( que ocupa mais espaço ) faz com que exista mais espaço para acomodar novos pacotes aerodinâmicos, como asas, que vai ser mais curtas do que as versões atuais, ainda para 2026, pois as alterações só entram em vigor na época de 2027.
Performance e da agilidade
O novo V4 é aspectável que venha a ter mais aceleração na saída da curva, melhor distribuição de peso e facilidade em virar a mota. Uma queixa que não é de agora e que vem de à muitos anos é o facto da Yamaha não ter aderência no pneu traseiro. Este ponto é recorrente nos últimos anos e tem sido alvo de criticas por vários pilotos.
Escrito por: Osvaldo Figueiredo, analista de corridas dos PneusQuentes.pt





