GP Algarve – Como desmontar a Montanha Russa Portuguesa

É de conhecimento geral que os pilotos adoram o traçado Algarvio, e a famosa montanha russa é um enorme desafio graças às suas constantes alterações de altitude, logo a começar na curva 1 com uma grande descida.

Vamos tentar descrever os pontos cruciais do GP de Portugal:

Curva 1

É um grande desafio, pois é uma travagem forte e requer precisão na travagem e com muitos pilotos a seguir em frente. Os pilotos desaceleram dos 334km/h a 114 km/h em apenas 243 metros e têm que aplicar 7 Kg de força na manete, segundo a Brembo, numa curva onde a fase de entrada é ligeiramente “off-camber” (curva com inclinação para fora).

Principalmente durante os treinos livres vamos ver dificuldades nesta curva com os pilotos a tentar encontrar o equilíbrio prefeito da mota. Nesta curva ganha-se imenso tempo, mas existe a grande possibilidade de arruinar a volta, logo no seu inicio.

As curvas 3 e 5

Também pedem uma grande força de travagem e também as afinações são importantes, pois o peso suportado pelo pneu dianteiro é enorme. Na curva 5 com uma grande vista da Torre VIP, a aderência no pneu traseiro é fulcral para ganhar tempo, pois os pilotos podem contar com uma longa subida pela frente.

As Curvas 8 e 9 (Craig Jones)

É onde se separam os homens dos rapazes. Uma curva rapidíssima a descer para o lado esquerdo, pede um controle do pneu traseiro para não perder nenhum segundo.

A curva Portimão (10)

A travagem é feita com a mota um pouco inclinada, e exige bastante do pneu da frente, para que este continue agarrado ao asfalto. Vimos Miguel Oliveira a perder um top3 nesta curva, na estreia do formato Sprint, quando este foi introduzido na temporada de 2023.

A curva Galp ( 15)

Bastante importante para fazer um bom tempo. Com a mota a querer fugir para a esquerda, a aderência é importante e a gestão dos pneus é muito importante para esta secção e última curva do traçado. Nesta curva a mota fica bastante leve, pois é uma descida para a direita e o pneu traseiro tende a fugir, enquanto o piloto tenta colocar a potencia da roda no chão.


Sobre o Autor


Osvaldo Figueiredo é o pseudônimo do fundador do PneusQuentes.pt . Apaixonado por MotoGP, Fórmula 1 e desporto motorizado, combina experiência jornalística com conhecimento em engenharia e estratégia de corridas, oferecendo análises detalhadas e notícias confiáveis para fãs de automobilismo.

FAQ

Porque é que a curva de entrada “off-camber” é tão difícil?
Segundo a Brembo, a entrada da curva tem uma inclinação para fora (“off-camber”), o que reduz naturalmente a aderência disponível. Durante os treinos livres é comum ver os pilotos com dificuldades, tentando encontrar o equilíbrio perfeito da mota, já que se pode ganhar muito tempo — mas também arruinar uma volta logo no início.
O que torna as curvas 3 e 5 tão exigentes?
Ambas exigem grande força de travagem e afinações muito precisas, devido ao enorme peso que o pneu dianteiro recebe. Na curva 5, junto à Torre VIP, a aderência do pneu traseiro é crucial para ganhar tempo, sobretudo por anteceder uma longa subida.
Porque as curvas 8 e 9 (Craig Jones) são consideradas tão desafiantes?
Esta secção é conhecida por “separar os homens dos rapazes”. Trata-se de uma curva muito rápida, a descer e para a esquerda, onde o piloto tem de controlar cuidadosamente o pneu traseiro para não perder tempo nem estabilidade.
O que torna a curva Portimão (10) crítica?
A travagem ocorre com a mota ainda ligeiramente inclinada, exigindo muito do pneu dianteiro. Já vimos Miguel Oliveira perder um pódio nesta curva durante a estreia do formato Sprint em 2023, mostrando o quão delicada é esta zona.
Porque a curva Galp (15) influencia tanto um bom tempo por volta?
É a última curva do traçado e tem enorme impacto na velocidade de saída para a reta. Com a mota a querer fugir para a esquerda e numa descida para a direita, o pneu traseiro tende a escorregar. Uma boa gestão de aderência e pneus é essencial para maximizar a aceleração sem perder controlo.
Quais são os principais desafios do traçado de Portimão para os pilotos?
A combinação de curvas cegas, subidas, descidas, entradas off-camber e travagens em inclinação torna Portimão um circuito extremamente técnico. A gestão de pneus, equilíbrio da mota e precisão nas trajectórias são decisivas para conseguir voltas rápidas e consistentes.

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