O vencedor do ano passado, Jorge Martin, triunfou em 2024 aos comandos da Ducati da Prima Pramac. Este ano, contudo, não poderá competir devido a lesão. Enea Bastianini e Pedro Acosta completaram o pódio nessa edição.
Com base no desempenho de 2024, o fabricante austríaco parece levar vantagem no traçado português.
Pedro Acosta surge agora como um dos principais candidatos à vitória este fim de semana no Autódromo Internacional do Algarve. O piloto espanhol da KTM vem de um pódio em Sepang, depois de uma excelente exibição, beneficiando do infortúnio de Francesco Bagnaia, que sofreu um furo totalmente alheio à sua condução.
VEJA AS ÚLTIMAS NOTICIAS SOBRE O MOTOGP
Problemas resolvidos na Ducati Lenovo
Falando em Bagnaia, o piloto italiano venceu em Motegi, mas teve atuações menos conseguidas em Mandalika e Sepang. Parecia que tudo estava bem encaminhado para regressar aos bons resultados, não fosse o tal furo que o obrigou a abandonar a corrida principal.
Ao que tudo indica, a Ducati conseguiu ajudar Bagnaia a encontrar a configuração ideal após o Grande Prémio de Mandalika mesmo com a queda que sofreu e não terminando o GP. O italiano mostrou-se consistente durante todo o fim de semana em Sepang, conquistando a vitória na corrida Sprint de sábado, de ponta a ponta. No debrief, afirmou que os problemas foram resolvidos e que a confiança na mota regressou.
Curiosamente, após a vitória em Motegi, Bagnaia mostrou-se confuso: admitiu que mesmo que tenha vencido, não compreendia totalmente o motivo da sua performance. E não há pior sensação do que o desconhecimento da causa — quer se ganhe, quer se perca — pois só se pode melhorar aquilo que se entende.
Neste Grande Prémio de Portugal, é difícil apontar um favorito claro.
VEJA AS ÚLTIMAS NOTICIAS SOBRE O MOTOGP
Com Marc Márquez lesionado, o melhor piloto do paddock e atual campeão mundial de MotoGP, o equilíbrio promete ser grande. A Aprilia dominou na Austrália; depois, entrámos em território favorável às Ducati, em Sepang; e, em 2024, quem brilhou em Portimão foram as KTM, com Brad Binder em quarto lugar e Jack Miller a fechar o Top 5.
Álex Márquez, com a Gresini, também pode ser um dos candidatos à vitória. O espanhol de Cervera não vinha a realizar grandes resultados, mas venceu e dominou a última corrida em Sepang, o que o coloca na lista de favoritos.
Quanto à Aprilia, Maverick Viñales teve azar em 2024: um problema na caixa de velocidades impediu-o de terminar a corrida quando seguia a caminho de um pódio na última volta. Já Marco Bezzecchi tem demonstrado bom ritmo e é esperado que alcance um resultado competitivo.
A Honda também poderá surpreender em Portimão. O pódio de Joan Mir e o oitavo lugar de Luca Marini em Sepang deram novo ânimo à marca nipónica, que espera repetir — ou melhorar — o desempenho no Autódromo Internacional do Algarve.
O Grande Prémio de Portugal arranca já dia 7 de Novembro!
Treinos Livre (PR) – Acesso direto ao Q2
Com o tempo seco mas escuro e num ambiente pesado, apesar dos avisos que poderia chover, nos últimos momentos na sessão os tempos começaram a baixar e com bastantes alterações na tabela. Os pilotos sabiam disso mesmo e os últimos momentos foram de cortar a respiração. Mas a chuva apareceu mesmo, nos últimos segundos e acabou por estragar a volta a alguns pilotos.
Com Alex Marquez a ficar em primeiro lugar neste treino também , a frente de Bagnaia ( que fez boa recuperação desde o primeiro treino livre) Acosta e Bezzecchi fecham o Top 5. O estreante Bulega termina o dia com um sólido 17º lugar, e continua a sua caminhada em descobrir a pista de Portimão em maquinaria MotoGP.
Analisando os setores do traçado Português podemos constatar que não há quem se destaque. Com Acosta a fazer o melhor tempo no 1º Setor, logo atrás uma Honda e a seguir uma Ducati. Já no 2º e 4º setor conseguimos analisar que a Aprilia pode ser competitiva este fim de semana.
Destaque também para a Honda que quer Zarco e Mir, conseguem bons tempos no 1º e 4º setor da pista Algarvia.
Treinos Livres 1
O grande destaque destes treinos livres foi a estreia de Nicolò Bulega aos comandos da Ducati Lenovo. O piloto italiano substitui o lesionado Marc Márquez e consegue estrear-se no MotoGP antes do turco Toprak, que já garantiu contrato com a Prima Pramac para o ano de 2026. Bulega, que durante a primeira parte dos treinos encontrou uma pista seca, tentou adaptar-se ao traçado com a nova maquinaria, ele que está habituado às Superbikes.
Bulega consegue um sólido 14º lugar à frente de Bagnaia que parece ainda não ter encontrado o seu mojo, algo que não é de estranhar vindo do Pecco, pois o mesmo já nos habituou no passado aos seus fins de semana em “modo crescendo“, em que começa o fim de semana na mó de baixo, e vai evoluíndo a sua performance ao longo do Grande Prémio.
Pol Espargaró continua a substituir o lesionado Viñales e teve direito a um assento novo na sua mota, para que se mantenha mais confortável a conduzi-la e melhore o seu rendimento. Todos os detalhes ajudam quando se tenta extrair o máximo destas poderosas motas.
Grande parte dos pilotos rodou com o composto médio na traseira, enquanto na dianteira houve várias opções entre os pilotos do grid.
O susto de Chantra
O piloto tailandês Somkiat Chantra não ganhou para o susto neste treino livre. A frente da sua mota levantou enquanto entrava na subida da reta da meta. Felizmente, conseguiu segurar a mota e seguiu o seu treino, afinando a sua Honda LCR para obter melhor performance.
Quem não teve tanta sorte neste Treino Livre 1 foi Raúl Fernández.
O jovem piloto espanhol teve um aparatoso acidente na curva 1, com a mota a parar apenas na “almofada de ar” (airfence) no fim da escapatória. O momento de tensão surgiu quando pareceu que a mota iria embater em Fernández, depois de ressaltar na airfence e seguir na direção do piloto. Felizmente, tal não aconteceu e ainda assim, o espanhol precisou da ajuda dos comissários de pista para retirar as luvas, pois estava um pouco combalido da queda.
O piloto foi ainda levado para o centro médico para mais avaliações sobre o seu estado físico. Mais tarde, foi transferido para o hospital e deverá falhar pelo menos o treino livre que dá acesso direto à Q2.
Os treinos livres terminaram com Álex Márquez (Gresini) a liderar a tabela nesta manhã em Portimão, num treino em que a chuva ameaçõu e que até teve algumas bandeiras agitadas por parte dos comissário que avisavam os pilotos na pista que havia a possibilidade de chuva.
Miguel Oliveira, o português que se despede do MotoGP com a sua última corrida caseira, terminou em 20º no Treino Livre 1.
VEJA AS ÚLTIMAS NOTICIAS SOBRE O MOTOGP
Escrito por: Osvaldo Figueiredo, analista de corridas dos PneusQuentes.pt





