
O fim de semana na Tailândia chegou ao fim e, se a Sprint de sábado ficará na memória pela grande controvérsia e penalizações, a corrida principal de domingo trouxe-nos as respostas que precisávamos.
O GP da Tailândia de 2026 serviu para confirmar suspeitas, expor crises e, acima de tudo, mostrar que temos um campeonato ao rubro.
Marco Bezzecchi vence e a Aprilia convence.
Vamos ao resumo e à análise do que realmente importa no rescaldo de Buriram.
Bezzecchi sem espinhas e o azar de Márquez
Depois da queda aparatosa na Sprint, Marco Bezzecchi entrou em pista com uma missão.
O italiano não deu qualquer oportunidade no arranque: fez um holeshot perfeito e, logo na segunda volta, já tinha construído uma margem de quase 1 segundo sobre Raúl Fernández, que seguia num sólido segundo lugar.
Mais atrás, Marc Márquez parecia estar a fazer o seu jogo habitual de xadrez, focado em gerir os pneus nas primeiras voltas.
No entanto, o espetáculo não se fez esperar. Pela 10ª volta, a animação atingiu o pico com uma autêntica batalha a três entre Márquez, Jorge Martín e Pedro Acosta.
As lutas diretas por posição incendiaram a pista, mas a sorte não estava do lado do número 93, que acabou por ser forçado a abandonar a corrida devido a um furo no pneu a poucas voltas do fim.
Com Márquez fora de combate, Acosta percebeu que a fase de gestão tinha acabado. Pela volta 15, o jovem prodígio espanhol “abriu o livro” e começou a fechar a distância para Fernández, lançando o ataque ao segundo lugar do pódio.
O que aprendemos neste fim de semana?
1. A Aprilia é a grande candidata ao título?
Durante os testes de inverno, a Aprilia mostrou uma consistência assustadora, e tudo indicava que o salto qualitativo era real.
Apesar do percalço de Bezzecchi na Sprint, o domingo em Buriram dissipou todas as dúvidas. Pela forma como os resultados surgiram e como a RS-GP se comporta em curva, a Aprilia parece ser, de momento, a mota mais completa de todo o paddock.
Dominaram na Tailândia e deixaram um aviso sério à concorrência.
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2. O “buraco negro” da Yamaha continua
A saga dramática da marca dos três diapasões conheceu mais um capítulo negro.
Após um sábado desastroso, as dores de crescimento do novo motor V4 continuam a penalizar os pilotos. Durante grande parte da corrida, as quatro Yamaha rodaram juntas… mas na cauda do pelotão, a lutar pelos últimos lugares.
Neste momento, nem o talento e a mestria de Fabio Quartararo conseguem extrair performance deste novo pacote construido à volta do novo V4.
3. Bagnaia fora do “habitat” natural
O bicampeão italiano assinou uma bela corrida de recuperação, mas a consistência e a frieza cirúrgica que outrora o caracterizava parece estar a faltar.
Pecco teve a vida muito dificultada por Ai Ogura, que, aos comandos de uma Aprilia extremamente competitiva, não cedeu um milímetro. Estas batalhas intensas no meio do pelotão impediram Bagnaia de subir ainda mais na classificação.
4. A frustração na Honda Do lado da HRC, a luz ao fundo do túnel teima em não aparecer.
Joan Mir foi o único capaz de dar alguma luta, rodando com um ritmo que o encaminhava para um merecido Top 10.
Contudo, a mecânica traiu o espanhol com um problema técnico a apenas 4 voltas do fim.
Luca Marini e os pilotos da equipa satélite continuam sem conseguir causar qualquer impacto nas posições pontuáveis.
5. A estreia serena de Diogo Moreira
O brasileiro fez exatamente o que lhe competia na sua estreia.
Sem somar pontos na Sprint (onde terminou em 12º), cruzou a meta no domingo num meritório 13º lugar.
O mais importante é que Moreira deixou excelentes indicações de competitividade.
Neste momento, está a ganhar rodagem num ambiente de baixa pressão psicológica, ideal para não exigir resultados imediatos. A pressão vai chegar inevitavelmente, mas, por agora, a palavra de ordem é serenidade e aprendizagem.
Tabela Classificativa da corrida de Domingo
| Pos. | Piloto | Equipa / Mota | Tempo / Diferença | Pontos |
| 1 | Marco Bezzecchi | Aprilia Racing | 39:36.27 | 25 |
| 2 | Pedro Acosta | Red Bull KTM Factory | +5.543 | 20 |
| 3 | Raul Fernandez | Trackhouse (Aprilia) | +9.259 | 16 |
| 4 | Jorge Martin | Aprilia Racing | +12.182 | 13 |
| 5 | Ai Ogura | Trackhouse (Aprilia) | +12.411 | 11 |
| 6 | F. Di Giannantonio | VR46 Racing (Ducati) | +16.845 | 10 |
| 7 | Brad Binder | Red Bull KTM Factory | +17.363 | 9 |
| 8 | Franco Morbidelli | VR46 Racing (Ducati) | +18.227 | 8 |
| 9 | Francesco Bagnaia | Ducati Lenovo Team | +18.340 | 7 |
| 10 | Luca Marini | Honda HRC Castrol | +19.101 | 6 |
| 11 | Johann Zarco | LCR Honda Castrol | +19.903 | 5 |
| 12 | Enea Bastianini | KTM Tech3 | +23.386 | 4 |
| 13 | Diogo Moreira | LCR Honda (Pro) | +24.686 | 3 |
| 14 | Fabio Quartararo | Monster Energy Yamaha | +30.823 | 2 |
| 15 | Alex Rins | Monster Energy Yamaha | +32.955 | 1 |
| 16 | Maverick Viñales | KTM Tech3 | +36.545 | – |
| 17 | Toprak Razgatlioglu | Pramac Yamaha | +39.194 | – |
| 18 | Jack Miller | Pramac Yamaha | +47.848 | – |
| 19 | Michele Pirro | Ducati Lenovo Team | +1:03.598 | – |
| RET | Joan Mir | Honda HRC | Problema Técnico | – |
| RET | Alex Marquez | Gresini Racing | Queda | – |
| RET | Marc Marquez | Ducati Lenovo Team | Furo / Abandono | – |
Conclusão: Um excelente fim de semana de corridas que confirmou o poderio de Noale.
Claramente, a Aprilia está a dominar e nós, os fãs, agradecemos:
Temos campeonato!






